quarta-feira, 13 de abril de 2016

NÃO SE DESISTE DE QUEM SE AMA




“Não se desiste de quem se ama” é uma bela frase, acima de tudo quando relacionada ao amor de Deus pela humanidade. O amor de Deus por nós vem desde a criação do mundo, quando criou seres que pudessem se relacionar com Ele e pudessem experimentar do seu amor. Mesmo após a Queda, Deus continuou nos amando e nos proveu um Salvador: Jesus Cristo. Ele é a expressão máxima da glória divina e do seu infinito amor por nós (João 3:16; Romanos 5:8). Deus nos ama e jamais desiste de buscar se reconciliar conosco (2 Pedro 3:9-11). Mas não devemos nos enganar: o Dia do Grande Julgamento chegará e o mesmo amor que salva o pecador lançará nas trevas aqueles que permaneceram irresolutos, descrentes, rebeldes a Deus e à sua Palavra. De fato, Deus não desiste de nos amar, mas virá o dia em que aqueles que resistem insistentemente ao seu amor, serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre. O amor de Deus não anda desacompanhado da sua justiça e do seu juízo (Apocalipse 21:8). Outra leitura que podemos fazer desta frase é do amor humano. Concordo plenamente que não devemos desistir jamais de quem amamos, por maiores problemas que enfrentemos. Os pais não desistem do filho drogado ou em estado terminal no hospital. O marido não desiste da esposa nem a esposa do marido. Quando se ama, o amor tudo suporta, tudo supera. Mas não desistir de quem se ama pode ter o seu lado negativo, psicopata. O marido abandonado após um divórcio não desiste de amar a sua ex-esposa e a persegue, podendo até mesmo matá-la. A mulher apaixonada leva a sua paixão até as últimas consequências para conquistar o seu grande amor e morrer por ele, mesmo que ele jamais a queira. Outra mulher vive uma relação conturbada, sendo brutalmente espancada todos os dias, mas não desiste do seu amado. Morre de faca amando-o até o fim. A isso dá-se o nome de “dependência afetiva”, o que é, segundo os especialistas, uma doença que envolve a falta de amor próprio, insegurança e baixa autoestima. Em suma, é preciso saber a hora certa de desistir de quem amamos. Qualquer “amor” que nos machuque, que nos faça sofrer, que desintegre a nossa individualidade e a nossa autoestima, que nos conduza a atitudes extremadas e absurdas, é nocivo e deve ser esquecido. O amor é uma via de mão dupla: amamos e somos amados. Deus nos ama mesmo sem o amarmos, mas nas nossas relações afetivas, quando não existe amor de uma das partes, não existe relacionamento, mas uma união doentia e prejudicial àquela parte que insiste em continuar amando.

Para meditar: 1 Coríntios 13; 1 João 2:15; Hebreus 1:9; Colossenses 3:19.


Ação transformadora: Ame sempre da forma correta.

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